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segunda-feira, 26 de março de 2018

Um familiar meu falecido vem pedindo reza em sonho



Amiga: Bom dia, Allan! Por favor, tira uma dúvida. A senhora que está morando na antiga casa do meu avô, disse que ele está aparecendo pra ela e pedindo pra família rezar por ele, mandar fazer missa e acender vela. Essa senhora não o conhecia, mas está com muito medo. Como é que a gente pode saber se é verdade? Poderia ser uma alucinação, mas o conteúdo não é compatível. Apesar do medo, não há outros comemorativos para um surto psicótico. Enfim...

Resposta: A história de vida dele é de alguma forma compatível com que ele, depois da morte, esteja precisando de amparo? Se sim, não custa nada rezar na intenção dele. Se não, não haveria porque se exasperar com essa pretensa revelação da senhora que está lá. Claro que é impossível, no fundo, saber a vida íntima de alguém, e saber se ela realmente não esteja precisando de ajuda. Mas, de todo modo, se fizer muito tempo que ele faleceu, por que ainda não conseguiu receber ajuda de seu anjo-da-guarda? O anjo-da-guarda é infinitamente mais poderoso do que qualquer um de nós. 

Uma boa prece seria pedir luz para que ele consiga enxergar o próprio anjo, às vezes as pessoas se fecham para a ajuda. Outra coisa que acontece é Deus permitir a comunicação de um ente querido a fim de que a família como um todo se volte para a espiritualidade. De novo, não custa nada colocar nossos ancestrais em nossas preces. A cultura japonesa faz isso lindamente, e em larga escala, pela religião Shintō. Aqui, na nossa cultura do aqui e agora, particularmente esta que viemos construindo no último século, costumamos perder o contato afetivo com nossos ancestrais depois de eles terem ultrapassado a soleira da morte. 

De todo modo, se você tem realmente desejo de receber alguma mensagem de seu avô, o Lar de Clara faz essa atividade de "correio do além". Vou te passar o endereço: R. Ubaldo Sólon, s/n - Guaié, Caucaia

O que acontece lá é nesse estilo aqui:


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Quero falar com minha avó que já morreu



Uma leitora do blog me questiona se seria possível se comunicar com sua avó já falecida. Segue o diálogo:

Ela: Oi, Allan, queria tirar uma dúvida contigo. Minha avó faleceu há 8 anos. Eu era muito apegada à ela. De toda a família, a única que ainda sonha com ela sou eu. Recentemente faleceu um tio e anda tendo algumas confusões familiares sobre herança. Queria muito tentar uma comunicação com minha avó. Nem sei se seria possível. Queria saber como ela está, algo assim. Venho de uma formação bem católica e tudo isso é desconhecido para mim.


Allan: Primeiro, queria agradecer por você ter de alguma forma confiado em mim para um assunto tão pessoal.
Seguinte, imortalidade da alma é a base. Ninguém morre, né? Acho que isso você acredita. O que o catolicismo não acredita ou abomina é a possibilidade de se comunicar com o que eles chamam de almas do purgatório. Mas, o Espiritismo mostrou que toda e qualquer alma que  esteja no plano espiritual tem condições de se comunicar com os que estão "na carne" (encarnados). Basta pensar que quando morremos não mudamos em quase nada. Persistem os mesmos desejos, raivas, faltas, sonhos, saudades, etc. Então, pra sua pergunta se seria bom para sua avó se comunicar com você, pergunte se seria bom ela falar com você aqui. Se sim, seria.
Contudo, é muito importante, quando estamos do outro lado, deixar de se preocupar com as coisas daqui. Passamos a ter outras necessidades de crescimento. Todavia, nem todos conseguem se desprender. Ficam preocupados com o que foi deixado para trás e não conseguem focar nas novas tarefas.
Um conjunto de Espíritos amigos (entre eles o Anjo-da-guarda) estão ao redor da pessoa tentando lhe proporcionar uma ótima vida no plano espiritual. Não é proibido você querer se comunicar com sua avó. Talvez seus sonhos sejam ela se comunicando já com você. O que pode acontecer em uma mediúnica é: ela demorar pra se comunicar, pois não recebeu permissão ainda; se comunicar um espírito amigo dela, que pode estar querendo poupá-la, pois ela não sabe o que lhe falar para "resolver" o problema ou lhe consolar; ela se comunicar e propor nortes importantes para o que vocês estão vivendo; ela se mostrar aflita com a situação e demonstrar isso na própria comunicação. Entre outras várias possibilidades.
Me permita uma dica para um assunto tão delicado. Não espere muito de uma comunicação mediúnica em termos de ela lhe revelar uma solução para os problemas. Vá com o espírito de querer reencontrar sua avó e matar a saudade com algo mais palpável que um sonho. A mediunidade foi feita para que tenhamos fé renovada de que a vida não acaba, a pessoa não se dilui na eternidade, e o amor tem motivos de sobra para continuar existindo. Só isso*. Querer respostas para a vida presente, das preocupações da vida presente, pode ser uma grande frustração.


Ela: Aceitei bem a morte da vovó, apesar da saudade. Mas, ocorrem tantas coisas em sonhos que tenho com a vovó, que me deu vontade de ver melhor isso. Entendi tudo! O que mais queria era sentir que ela está bem, que está feliz, que recebeu meu tio lá, que ela viu meus gêmeos. Seria mais isso!
Outro dia, li uma carta mediúnica de alguém que uma amiga conhecia. O que me chamou a atenção foi o português tão rebuscado. Minha avó não falaria assim com tão pouco estudo. A comunicação seria, então, como ela fazia aqui? Um dia antes de morrer, ela me disse: "eu te amo tanto, você vai ser mais feliz do que pensa, por tudo que fez por mim!" Ela teve morte súbita no outro dia! Ou seja, não esperávamos e nem ela. Me pareceu muito um recado.

Allan: Sobre o português rebuscado, há algumas questões bem mais complexas sobre isso. Por exemplo, a mediunidade, que é o dom de ser intermediário para os desencarnados, não é algo igual para todos, existem graus. Existem aqueles médiuns que deixam passar a mensagem como se ele fosse apenas um gravador, e existem outros que misturam coisas da própria personalidade na comunicação. O médium sente a presença, às vezes chega a enxergar o Espírito, mas não permite que a mensagem seja passada com fidelidade absoluta. Nestes casos, você encontra as marcas do médium na mensagem que ele passa. É como se estivesse passando um recado de ter ouvido falar. Aí passa na linguagem dele, porém você reconhece que deve ter sido a pessoa que disse pois há informações muito particulares que ele não poderia saber.
E a respeito do recado que ela lhe deu, às vezes, perto do Espírito se libertar do corpo, ainda que este não esteja moribundo, abre-se uma lucidez não usual. É como se o peso dos sentidos da carne diminuísse, deixando acontecer um lapso de eternidade na consciência da pessoa. Daí, as profecias podem vir à tona, ainda que seja revestida de uma fala de carinho profundo. Aliás, tanto melhor quando vem assim.


Ela: Entendi. Bem interessante tudo isso! Deus existe!


domingo, 9 de julho de 2017

Uma jovem me pergunta sobre seus pesadelos monstruosos



Ela diz: "Desde pequena tenho pesadelos. Raramente, sonhos bons. Antes não sonhar, porque se sonho, quase certeza ter sangue, corpos esfolados, perseguição, quando não são monstros. O último sonho foi em uma casa à beira do mar. Meu filho estava dentro. Fui contemplar o oceano. Havia monstros terríveis e enormes nadando nele. Minha única preocupação era a segurança de meu filho. Em certo momento, o procuro e não acho. Vou desesperada atrás dele. Acordo."

Ela me falou imaginando que eu pudesse dar uma explicação espírita. E a mais óbvia falaria sobre obsessão. Alguma que a acompanhasse desde a infância. Considerando essa hipótese, vale dizer que é menos provável que seu espírito, desdobrado do corpo que dorme, vá até estas fantasmagorias do que a seu espírito sejam sugeridas estas imagens, como em um transe hipnótico. 

Todavia, acho que há algo mais profundo e essencial nessa experiência: ela é sensível para o desmoronamento do sentido do mundo. Dia desses compartilhei um breve diálogo com meu amigo astrônomo. Por Deus, como somos nada! Como toda a aventura humana é menos do que um macaqueado para a escala cósmica! E, no ínfimo, como a morte, a putrefação faz parte do nosso chão de forma onipresente. Quantos microorganismos a se engalfinharem! 

Não precisa sair do lugar. Nosso próprio corpo é palco das maiores batalhas. Logo ali fermenta a decomposição. E a vida só é possível porque o seu contrário fervilha. 

Essa jovem mãe, portanto, sonha com uma face da realidade. O que me admira nela é, diante de monstros colossais, ela pensar no filho. O nome disso é maternidade. 

Apenas Jesus para nos proteger destes ataques, seja porque sua existência deu sentido para todo esse caos, seja porque ele venceu todo esse caos (1). Na sua sombra, nos salvamos. 

Mas, essa moça é cristã. Longe de mim questionar sua fé em Jesus. Acredito que, nela, a fé não a protege dos ataques, mas sim dá coragem para enfrentá-los. "Minha única preocupação era a segurança do meu filho."


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Por que Deus nos dá vontade de viver na Terra se somos imortais?



A nossa vida dentro da carne traz consigo o cuidado sobre ela. Há um propósito de nossa passagem por aqui. A vontade que nos imanta a esse corpo é parte do pacote. Viver é ter algo a fazer por essas bandas. Grandemente inconscientes do que somos, também seguimos tateando a procura do nosso grande propósito. 

Deus nos sopra caminhos. Imaginamos, de costume, estar sendo esmagados por imposições sociais, quando estas nos fazem despertar para o motivo de nossa estadia. 

Hoje um velho amigo me revelou estar grávido, mas de uma moça por quem não nutria paixão tão intensa. Minha resposta:

- Ao contrário do que os revolucionários dizem: não somos os senhores de nossa história, mas mais um personagem dela. Cabe a nós dar seguimento ao que se desenha em planos muito superiores e invisíveis!

A nossa vontade de viver, que se intensifica quanto mais encontramos amores neste mundo de dor, é fruto também da assunção da oportunidade que nos é dada nessa fenestra da eternidade, isto é, nessa vida. 

O conhecimento da imortalidade sem essas imersões na carne, sem esse gostinho de finitude nos deixaria abstratos demais, sonhadores demais. Viver, ainda que para sempre, é uma urgência, pede intensidade e cuidado.

Vivemos na tensão entre esperar o momento certo e abraçar o instante desesperadamente. É nessa forja - água e fogo - em que nosso Espírito se talha. 

A melhor descrição para isso foi a que ouvi de um senhor com linfoma que me abordou ao Centro Espírita e contou-me sua história:

- A doença terminal te conduz à aceitação depois da negação, da revolta, da depressão, etc. Mas, aceitar a morte é ainda desejar a vida. Talvez seja isso que te prepara para continuar vivendo...

... mesmo depois da morte

sábado, 18 de julho de 2015

Sobre nossa mudança moral




Então o jovem, em desespero, me aborda, porque parecia ter se encantado com essas coisas de evolução espiritual que fico espalhando por aí:

- Estou tentando, mas quanto mais eu tento, mais vejo que é um grande esforço. Será assim mesmo? Mas, se for, serei eu de fato? Não estaria me enganando, lutando contra minha natureza.

Um dia eu lia empolgado o Evangelho Segundo o Espiritismo e vi a seguinte frase:

Mas, já ganhastes muito, vós que me ouvis, pois que já sois infinitamente melhores do que éreis há cem anos. Mudastes tanto, em proveito vosso, que aceitais de boa mente, sobre a liberdade e a fraternidade, uma imensidade de idéias novas, que outrora rejeitaríeis. Ora, daqui a cem anos, sem dúvida aceitareis com a mesma facilidade as que ainda vos não puderam entrar no cérebro. (Espírito Sanson, 1863)

Infinito parece muito, mas quando ele diluiu esse infinito em cem anos, me pareceu quase nada. Fiquei pensando o que ele considerava infinito. Sair do nada para o um é um estrondo de crescimento. Se não há nenhum caso de uma doença rara e grave em certa aldeia e um caso aparece, meu Deus! Foi isso que eu pensei: que, se nesta encarnação, me foram necessário cem anos para conseguir pelo menos não mais odiar minha irmã de sangue, sou infinitamente melhor.

Mais tarde me deparei com este pensador:

O Espiritismo é natural e exige naturalidade dos que pretendem vivê-lo no dia-a-dia, em relação natural e simples com o próximo. Os maneirismo, as modulações artificiais da voz, os excessos de gentileza mundana e tudo quanto representa artifício de refinamento social, deformando a natureza humana a pretexto de aprimorá-la, não encontraram aceitação nos meios verdadeiramente espíritas. (…) As modificações exteriores, precisamente por serem forçadas e portanto mentirosas, não exercem nenhuma influência em nosso interior. O contrário é que vale: quem exercitar-se na prática das boas ações, da verdade e da sinceridade, modificará sem querer e perceber o seu comportamento, sem nenhum dos sintomas desagradáveis de fingimento e hipocrisia. (J. Herculano Pires in o Centro Espírita)

Então: 1. não esperar grandes saltos evolutivos; 2. exercitar-me na prática do bem sem me impor maneirismos (leia-se mudanças exteriores).

Estas duas percepções vêm trabalhando-me nesta última década e meia sem pretensões de que este projeto de aprendiz de mim finde até o final dos próximos milênios. No mais, trabalho, solidariedade e tolerância. 

sábado, 23 de maio de 2015

Sobre sonhos com pessoas mortas (& cia)



"Tive um sonho com meu pai... com minha avó... com meu esposo... com uma pessoa que faleceu logo após... com uma amiga... e ele (ou ela) estava assim... me disse isso... pediu que eu dissesse isso para fulano... aconselhou-me isso... Era muito real!"

Várias pessoas já me abordaram sobre esse assunto. O que poderia significar? 

Quando elas vem perguntar para mim, sabem que sou espírita. Não estão abordando o Allan médico. Então, já supõem o que vou dizer: endossarei a sensação que elas têm de que aquilo foi real, aconteceu de fato. É o que o Espiritismo diz. Quando dormimos, o corpo repousa e o Espírito perambula por lugares onde a vontade, antes de dormir, estava afim. Encontra-mo-nos com pessoas com quem travamos diálogos corriqueiros ou que nos fazem revelações, nos fazem de mensageiros, nos orientam. 

Por vezes se acorda extremamente cansado. Não se deve ter andado por bons lugares. Outras vezes se está leve. Quão prazeroso deve ter sido esse encontro! Quando voltamos para o corpo, a percepção espiritual é perturbada pela densidade corporal, e as imagens tornam-se truncadas, enigmáticas. Muitas vezes esquecemos do que ouve, então dizemos: não sonhei. 

O sonho, portanto, pode ser uma lembrança do que aconteceu com o Espírito enquanto o corpo dormia. Mas, não sejamos radicais, pode ser também algum resquício de atividade cerebral que, então, misturar-se-á com as lembranças da vida espiritual deixando os sonhos ainda mais confusos. Também pode ser o que os freudianos dizem: cenas simbólicas de experiências recalcadas que se reverberam no aparelho psíquico. Todavia, escutem só essa, quando um psicanalista trabalha muito com o conteúdo dos sonhos, um Espírito protetor da pessoa analisada pode mandar mensagens através dos sonhos que ajudem ao psicanalista entender o caso da paciente, dando nortes na condução da terapia. 

Temos que entender a realidade como um emaranhado tecido em que os novelos do mundo espiritual se entrelaçam com as experiências materiais. Dividimos os planos por questão didática, mas a verdade é que as coisas estão tão imbricadas que algumas divisões obscurecem mais do que explicam. Importante, de vez em quando, fazermos esse esforço mental de nos entender como seres conectados em teia. Isso vale para as vidas múltiplas. O passado se engalfinha com o presente projetando um futuro de forma dinâmica. O presente elabora o passado, gerando o futuro sempre mais promissor, reza o otimismo espírita. 

- O que fazer com estes sonhos reveladores? - acho que é o que mais querem saber de mim. 

Sem se fixar na mensagem literal que lhe foi passado, deixar as portas abertas para encontrar o significado que, em momento oportuno, poderá ser utilizado em serviço que se pretendia com a mensagem. Você é um intermediário, o momento certo de utilizar o que lhe foi dado aparece. Importa ir em busca de alguma forma, mas sem muita insistência a fim de que não vire uma obsessão. Quando o receptor estiver pronto, e o meio for oportuno, a mensagem ficará clara.